Rise of the web's social network
UC Berkeley on Google Video
Leonel Moura
searchmash
Este blog é sobre tudo o que me interessa sempre que a Internet seja o interface entre o negócio e o cliente!!... Neste blog haverá sempre referências sobre Usabilidade, Marketing Viral, Inteligência Colectiva, SEO, CRM, User Experience, Link Building e tudo aquilo que eu apanhar na rede ao final do dia e que me faça chocar os neurónios! ;)
30.9.06
24.9.06
Links: 29/09/2006
Social networking gets political
The new political test: can you YouTube?
O Cemiterio de Finisterra: Como a arquitectura é outra das minhas paixões... Ouvi o podcast do programa Sinais da TSF de dia 22 de Setembro, em que Fernando Alves falava deste cemitério no cabo Finisterra, na Galiza. Da autoria do arquitecto Cesar Portela este cemiterio esta abandonado!
The new political test: can you YouTube?
O Cemiterio de Finisterra: Como a arquitectura é outra das minhas paixões... Ouvi o podcast do programa Sinais da TSF de dia 22 de Setembro, em que Fernando Alves falava deste cemitério no cabo Finisterra, na Galiza. Da autoria do arquitecto Cesar Portela este cemiterio esta abandonado!
22.9.06
Links: 22/09/06
YesNation: veja-se em tempo real as músicas que passam nas rádios norte-americanas.
Hand gesture interface for Google Earth"Atlas Gloves is a DIY physical interface for controlling 3D mapping applications like Google Earth."
Um muito interessante dicionário de calão urbano: urbandictionary
Vyew: Free Web Conferencing and Always-on Collaboration
Roll-up screens 'moving closer': Poderão estar aqui desenvolvimentos futuros para o livro e jornais!!?
Hand gesture interface for Google Earth"Atlas Gloves is a DIY physical interface for controlling 3D mapping applications like Google Earth."
Um muito interessante dicionário de calão urbano: urbandictionary
Vyew: Free Web Conferencing and Always-on Collaboration
Roll-up screens 'moving closer': Poderão estar aqui desenvolvimentos futuros para o livro e jornais!!?
18.9.06
Links: 19/09/2006
Afinal não estamos todos ligados uns aos outros por um máximo de 6 pessoas como diz a teoria "Six Degrees of Separation". O que conta então, é a qualidade das ligações e não a quantidade. Connecting with people in six steps
Web 2.0: The 24 Minute Documentary
Eu chamaria a este serviço da MangaCurta.com, um do tipo Web2.0... e é Português. Vale a pena conhecer.
incubadora
The Social Bookmarking Faceoff
A cauda longa, por Paulo Querido
Web 2.0: The 24 Minute Documentary
Eu chamaria a este serviço da MangaCurta.com, um do tipo Web2.0... e é Português. Vale a pena conhecer.
incubadora
The Social Bookmarking Faceoff
A cauda longa, por Paulo Querido
17.9.06
"Loose Change" na 2:
Preparava-me eu para ver o Benfica vs Nacional na TVI, quando a minha amiga Sandrinha me avisou que estava a dar na 2: "Loose Change", um documentário esclarecedor sobre os acontecimentos do 9/11.
Ao contrário de Michael Moore que adopta um discurso por vezes um pouco populista (daí o seu sucesso nas salas de cinema) e aventa hipóteses mal fundamentadas nos seus documentários, Dylan Avery o autor de Loose Change adopta um raciocínio metódico, analisa notícias e reportagens provenientes dos Mass Media, testemunhos de cidadãos, cruza-as com outras fontes, com opiniões de peritos e o resultado é um documentário que nos mostra que "1+1=2". Não há nada que enganar...
Entre outras coisas, mostra que os supostos aviões que embateram nas torres gémeas continuam ambos a voar, com a mesma matrícula na cauda. E este é só um exemplo...
Alguns links interessantes que encontrei numa pesquisa rápida. Parece que o filme está todo no Google Video, vale a pena ver:
loosechange911.com
Loose Change no Wikipedia
Loose Change no Google Video
Mas ferramentas como esta, os blogs e outras, trazidas pela Web 2.0 estão a alterar a discussão democrática, a participação dos cidadãos. Os Mass Media com o seu discurso one-to-many são uma arma poderosíssima que permitiu ao governo de Bush a disseminação de falsa informação e desinformação.
As democracias terão de alterar o seu funcionamento, tornar-se mais próxiamas dos cidadãos como afirma Giuseppe Granieri no seu livro "Geração Blogue", e que já citei num post anterior: “Um dos problemas das nossas democracias deriva do facto de terem sido projectadas quando os Estados eram pequenos, quando as empresas eram pequenas, quando tudo em geral era menos complicado e menos global. (…) Os problemas são complexos e os media tradicionais estão a atravessar um mau momento na tentativa de os contar ao público. Para mais, os políticos são muitas vezes obrigados a assumir posições simples e esta espécie de hábito tende a ampliar as divisões e a levar a extremos. Uma cidadania mais activa da Rede poderia ajudar a realizar discussões alargadas sobre os assuntos complexos. Estas discussões por um lado iriam juntar-se ao trabalho corrente dos media e por outro conduziriam a um maior envolvimento politico das pessoas, que hoje se sentem muito distantes de quem as representa”
O que me assusta é a quantidade de pessoas que ainda hoje, um pouco por tudo o mundo, não tem acesso sequer a um e-mail, quando nós já estamos na Banda larga. Mas até este problema de exclusão tecnológica está a ser resolvido pelo MIT Media Lab, com o seu projecto de um laptop por criança para os países sub-desenvolvidos. Haja esperança numa nova democracia emergente, mais próxima do cidadão!...
Mas como estamos a falar de TV, a 2: tem um "doce" aos Domingos à noite: "Little Britain", o humor corrosivo britânico. Do melhor! ;)... já a seguir!
Ao contrário de Michael Moore que adopta um discurso por vezes um pouco populista (daí o seu sucesso nas salas de cinema) e aventa hipóteses mal fundamentadas nos seus documentários, Dylan Avery o autor de Loose Change adopta um raciocínio metódico, analisa notícias e reportagens provenientes dos Mass Media, testemunhos de cidadãos, cruza-as com outras fontes, com opiniões de peritos e o resultado é um documentário que nos mostra que "1+1=2". Não há nada que enganar...
Entre outras coisas, mostra que os supostos aviões que embateram nas torres gémeas continuam ambos a voar, com a mesma matrícula na cauda. E este é só um exemplo...
Alguns links interessantes que encontrei numa pesquisa rápida. Parece que o filme está todo no Google Video, vale a pena ver:
loosechange911.com
Loose Change no Wikipedia
Loose Change no Google Video
Mas ferramentas como esta, os blogs e outras, trazidas pela Web 2.0 estão a alterar a discussão democrática, a participação dos cidadãos. Os Mass Media com o seu discurso one-to-many são uma arma poderosíssima que permitiu ao governo de Bush a disseminação de falsa informação e desinformação.
As democracias terão de alterar o seu funcionamento, tornar-se mais próxiamas dos cidadãos como afirma Giuseppe Granieri no seu livro "Geração Blogue", e que já citei num post anterior: “Um dos problemas das nossas democracias deriva do facto de terem sido projectadas quando os Estados eram pequenos, quando as empresas eram pequenas, quando tudo em geral era menos complicado e menos global. (…) Os problemas são complexos e os media tradicionais estão a atravessar um mau momento na tentativa de os contar ao público. Para mais, os políticos são muitas vezes obrigados a assumir posições simples e esta espécie de hábito tende a ampliar as divisões e a levar a extremos. Uma cidadania mais activa da Rede poderia ajudar a realizar discussões alargadas sobre os assuntos complexos. Estas discussões por um lado iriam juntar-se ao trabalho corrente dos media e por outro conduziriam a um maior envolvimento politico das pessoas, que hoje se sentem muito distantes de quem as representa”
O que me assusta é a quantidade de pessoas que ainda hoje, um pouco por tudo o mundo, não tem acesso sequer a um e-mail, quando nós já estamos na Banda larga. Mas até este problema de exclusão tecnológica está a ser resolvido pelo MIT Media Lab, com o seu projecto de um laptop por criança para os países sub-desenvolvidos. Haja esperança numa nova democracia emergente, mais próxima do cidadão!...
Mas como estamos a falar de TV, a 2: tem um "doce" aos Domingos à noite: "Little Britain", o humor corrosivo britânico. Do melhor! ;)... já a seguir!
15.9.06
Links: 17/09/2006
Establishing Trust Online Is Critical For Online Communication Say NJIT Experts (E eu acrescento que a confiança online é necessária não só para a comunicação, mas para qualquer actividade. Como cidadãos, como clientes e prestadores de serviços, etc)
Lawrence Lessig mostra-nos: How to Hack an Election
Mobiles put the web in your hands: "For the mobile industry, waiting for people to use the net via their phone has been like waiting for a bus that never comes."
Wikis, blogs and podcasts: a new generation of Web-based tools
Facilitating Active Citizenship - eParticipation in the UK and Germany
egov-goodpractice.org
Lawrence Lessig mostra-nos: How to Hack an Election
Mobiles put the web in your hands: "For the mobile industry, waiting for people to use the net via their phone has been like waiting for a bus that never comes."
Wikis, blogs and podcasts: a new generation of Web-based tools
Facilitating Active Citizenship - eParticipation in the UK and Germany
egov-goodpractice.org
Links: 15/09/2006
getdemocracy.com
"What do you get when you combine an online craze like social networking with a more traditional pastime like shopping? Lots of good advice and some great products you may not have found otherwise."
Social Shopping and the Survival of the Fittest
Serviço de noticias geolocalizadas:
cunoticias.com
HCI 2006 no London's Queen Mary University
Zune - Social Networking Differentiates It From iPod (Penso que isto vai aquecer a guerra com o iPod...)
"What do you get when you combine an online craze like social networking with a more traditional pastime like shopping? Lots of good advice and some great products you may not have found otherwise."
Social Shopping and the Survival of the Fittest
Serviço de noticias geolocalizadas:
cunoticias.com
HCI 2006 no London's Queen Mary University
Zune - Social Networking Differentiates It From iPod (Penso que isto vai aquecer a guerra com o iPod...)
14.9.06
Feeds deste blog pelo FeedBurner
Agradecia, para quem estiver interessado, que subscrevam os feeds do blog aqui:
http://feeds.feedburner.com/Human-contextInteraction/useful
No vosso agregador de notícias (NetNewsWire, etc), Assim poderei ter acesso a estatísticas. :)
http://feeds.feedburner.com/Human-contextInteraction/useful
No vosso agregador de notícias (NetNewsWire, etc), Assim poderei ter acesso a estatísticas. :)
13.9.06
Links: 13/09/2006
Viral v. Conversational Marketing
E eu que pensava que fugia ao grande tema da semana: o 11 de Setembro. Afinal tive de inlcuir este link para este texto:
9/11: Birth of the Blog
Will Wikipedia Mean the End Of Traditional Encyclopedias?
Social interactions in online virtual environments
Blog communities: Nancy White explains being in many places at once
E eu que pensava que fugia ao grande tema da semana: o 11 de Setembro. Afinal tive de inlcuir este link para este texto:
9/11: Birth of the Blog
Will Wikipedia Mean the End Of Traditional Encyclopedias?
Social interactions in online virtual environments
Blog communities: Nancy White explains being in many places at once
12.9.06
breathing earth
11.9.06
"Geração Blogue" de Giuseppe Granieri
“Um dos problemas das nossas democracias deriva do facto de terem sido projectadas quando os Estados eram pequenos, quando as empresas eram pequenas, quando tudo em geral era menos complicado e menos global. (…) Os problemas são complexos e os media tradicionais estão a atravessar um mau momento na tentativa de os contar ao público. Para mais, os políticos são muitas vezes obrigados a assumir posições simples e esta espécie de hábito tende a ampliar as divisões e a levar a extremos. Uma cidadania mais activa da Rede poderia ajudar a realizar discussões alargadas sobre os assuntos complexos. Estas discussões por um lado iriam juntar-se ao trabalho corrente dos media e por outro conduziriam a um maior envolvimento politico das pessoas, que hoje se sentem muito distantes de quem as representa”
Granieri anuncia que estará em Lisboa em Novembro no congresso da APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações
7.9.06
T-shirts que emitem luz!
Estou aqui a imaginar as potencialidades desta T-shirt em campanhas de marketing que funcionem associadas a uma tecnologia "Context-aware", tal como funciona o Adsense do Google. Poderia ser alguém entrar numa discoteca e automaticamente começar a passar anúncios a marcas de vodka por exemplo! ;)
Aquilo que nós pensamos que os utilizadores pensam...
6.9.06
Links: 06/09/2006
Mashups that let companies get creative with data
Who Writes Wikipedia? (Aaron Swartz’s Raw Thought)
Duas referências para quem está interessado em serviços móveis "Context-Aware":
Too Much Information. Two applications reveal the key challenges in making context-aware computing a reality.
Coping with Uncertainty
Who Writes Wikipedia? (Aaron Swartz’s Raw Thought)
Duas referências para quem está interessado em serviços móveis "Context-Aware":
Too Much Information. Two applications reveal the key challenges in making context-aware computing a reality.
Coping with Uncertainty
1.9.06
31.8.06
30.8.06
Sobre os espaços em rede
Esta a conclusão principal retirada do texto: Networked Place de Kazys Varnelis e Anne Friedberg:
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Os autores observam que os não-sítios de que Augé falava parecem um artefacto do passado, os indivíduos nas regiões desenvolvidas nunca estarão sós, excepto se por escolha própria. Será que o facto de estarem demasiado conectados será um problema ainda maior para nós do que a solidão?, questionam. Se as tecnologias de RFID, posicionamento geográfico e a computação ubíqua parecem promissores como desenvolvimentos futuros, ligar os indivíduos cada vez mais à rede que os rodeia irá desligá-los cada vez mais do espaço à sua volta. Mas, não devemos esquecer, que a rede também possui a sua própria fisicalidade, a sua própria presença material.
Com isto os autores terminam afirmando que o conceito de Sítio está muito longe de ser um conceito estável, mas antes um em profundo processo de transformação.
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Os autores observam que os não-sítios de que Augé falava parecem um artefacto do passado, os indivíduos nas regiões desenvolvidas nunca estarão sós, excepto se por escolha própria. Será que o facto de estarem demasiado conectados será um problema ainda maior para nós do que a solidão?, questionam. Se as tecnologias de RFID, posicionamento geográfico e a computação ubíqua parecem promissores como desenvolvimentos futuros, ligar os indivíduos cada vez mais à rede que os rodeia irá desligá-los cada vez mais do espaço à sua volta. Mas, não devemos esquecer, que a rede também possui a sua própria fisicalidade, a sua própria presença material.
Com isto os autores terminam afirmando que o conceito de Sítio está muito longe de ser um conceito estável, mas antes um em profundo processo de transformação.
29.8.06
Deliberação Democrática Online
Merlyna Lim e Mark Kann disponibilizaram online um ensaio sobre a Deliberação Democrática nas redes sociais. O texto tem o título Democratic Deliberation and Mobilization on the Internet.
Interessou-me mais a primeira parte do texto em que os autores abordam o tema da Deliberação como base de legitimação da decisão política, e por conseguinte, da própria Democracia. Uma boa deliberação é a pedra de toque de uma democracia legítima. Um cidadão ao ter a noção que uma decisão política foi tomada em consciência, (mesmo que contra a sua opinião) confiará mais nos seus líderes políticos.
Os autores exploram a ideia da Internet como um meio Convivial de convergência, de baixo custo, de vasta disponibilidade e resistente ao controlo e à censura. Sendo ainda outra da suas vantagens o facto de facilitar a comunicação e partilha um-para-um (como já faziam o telefone e o telégrafo), de um-para-muitos (como a televisão e os jornais) e por fim de muitos-para-muitos.
O termo Convivial refere-se, segundo os autores, a um meio onde são possíveis interacções autónomas, criativas e interacções entre os indivíduos e os seus ambientes; em contraste com as respostas condicionadas desses indivíduos às exigências feitas por outros.
Deliberação Online
Sobre este tema os autores afirmam que este processo se iniciou em finais dos anos 90, quando alguns investigadores começaram a adaptar a democracia deliberativa à Internet.
A deliberação é um processo lento na Internet porque requer tempo para reflexão, análise de documentos, etc. Mas por outro lado a mesma Internet veio permitir que um indivíduo possa estar "presente" em várias deliberações que ocorrem simultaneamente. E a Internet resolve esse problema de 2 formas:
1ª - A natureza assíncrona da Internet torna possível uma discussão de muitos-para-muitos.
2ª - A Internet pode conter um número variado de fóruns a decorrer. Ninguém tem tempo para deliberar sobre assuntos variados ao mesmo tempo, mas outras pessoas podem fazê-lo por ele.
O objectivo da deliberação online é informar representantes eleitos, e aumentar a sua legitimidade como mediadores políticos. (Repare-se na enorme diferença no papel dos políticos que é aqui proposta, em que o conceito de REPRESENTANTE do povo é levada mais além, passando estes a ser meros mediadores da vontade dos eleitores que os elegeram.)
Por outro lado a democracia deliberativa inibe a própria Democracia. Os autores apontam Harry Cleaver como defensor desta ideia porque o tempo e energia que as pessoas colocam na deliberação poderia ser aplicado noutras tarefas mais produtivas de participação cívica. Por um lado a conversa deliberativa atinge poucos objectivos quando as elites políticas e económicas não dão atenção às necessidades dos cidadãos, por outro lado a história diz-nos que o activismo social e político tem mais probabilidade de sucesso na mudança das democracias.
Mobilização democrática
Cientistas sociais consideram a mobilização democrática de indivíduos como pertencendo à categoria dos movimentos sociais, definidos como uma aliança abrangente de pessoas ligadas entre si por um interesse comum em promover ou combater mudanças sociais.
Alguns académicos e activistas acreditam que as democracias estão a degenerar em estados tecnocráticos autoritários, à medida que se vão subjugando ao poder e interesses de mercados. Em suma as pessoas ficaram dominadas por estados tecnocratas e forças de mercado, e o seu papel principal resume-se ao de consumidores manipulados.
Os autores citam Alan Touraine, afirmando que o estado, o mercado e o domínio das comunicações e media estão gradualmente a diminuir a liberdade dos indivíduos. Enquanto o activismo se esforça pela inclusão, autonomia, e por fim a democracia, a mobilização por vezes foca-se em princípios menos democráticos uma vez que a sociedade civil não pode livrar-se de elementos menos civilizados.
Historicamente os activistas incorporaram muitas tecnologias nas suas mobilizações, incluindo jornais, radio, televisão, cinema, e outras tecnologias de comunicação. No início dos anos 90, estava na altura de abraçar a Internet. A última década testemunhou o crescimento de mobilizações democráticas online confrontando estados-nação e centros de poder globais através de novas formas de comunicação, criação de comunidades sociais e resistência.
As ferramentas de colaboração online possuem o potencial de aumentar a escala de esforços organizativos ao mesmo tempo mantendo os custos baixos. Com o e-mail é possível enviar milhões de anúncios, solicitações de doações, e pedidos de acção pelo preço de um selo de correios. Com e-mails ou sítios web é possível alcançar uma audiência de milhões quase de borla, comparando com anúncios de TV.
O sucesso de eventos de massas, como os protestos de Seattle, requerem o uso de vários media bem como o uso de tacticas de organização. A Intermodalidade entre a Internet e outras redes de media, como os telemóveis, bem como entre o ciberespaço e o espaço geográfico é necessária para suportar a disseminação de informação, bem como mobilizar e organizar acção.
Estruturas descentralizadas e distribuídas:
A Internet desafia as estruturas convencionais de organização de movimentos sociais. Ao invés de se apoiar em estruturas hierarquicas e centralizadas. A Internet pode ser utilizada para implementar estruturas descentralizadas e distribuídas. Mesmo as técnicas de disseminação d einformação baseadas em telefone e fax, requeriam estruturas hierarquicas ao contrário das mialing lists e aplicações P2P (peer-to-peer) que possibilitam aos activistas organizar muito rapidamente a coordenação logística e supervisão da organização.
O e-mail como ferramenta de disseminação de informação:
O uso do e-mail para a mobilização online motivando as pessoas tem sido muito utilizado construíndo relações de confiança e comunidades democráticas, mais do que apenas a disseminação de informação. Neste contexto o e-mail oferece uma forma simples e familiar de comunicação personalizada e directa com os potenciais activistas. Mas não só, também algumas ferramentas de angariação de fundos evoluiram do e-mail incluindo o Convio, eBase, GetActive, TheDataBank, NonProfit Matrix e Kintera.
A Cultura da remistura:
A emergência das redes digitais bem como ferramentas de authoring digital disseminaram o surgimento da cultura da remistura. A crescente facilidade na aquisição destas ferramentas e a facilidade em distribuir ficheiros online, aumentaram a produção da cultura da remistura e mash-up focada na política. No original, remix, começou por ser um termo utilizado na indústria musical para peças musicais reeditadas por outros autores adicionando-lhes novos elementos à música.
Críticos vêm estas produções como manifestações de uma cultura de jovens sem filiação política ou até da pós-modernidade. Mesmo quando a sua produção é explicitamente política pode não ser democrática ao mesmo tempo. No entanto estas produções amadoras demonstram que os indivíduos podem interessar-se activamente na esfera pública, eles não apenas consomem a informação política mas também expressam as suas ideias através da distribuição das suas peças. Estas peças podem não conter per si valores democráticos, mas tal como a Internet a cultura da remistura é convivial.
Conclusão:
Os autores começam por afirmar que devido ao facto de os fenómenos da Deliberação Democrática e Mobilização Democrática online serem recentes, ainda não é possível prever o grau de impacto real na democratização das sociedades tirando partindo da característica convivial da Internet:
- Primeiro porque a deliberação e a mobilização online são formas de participação democrática que possuem diferentes, e até mesmo conflituosos, propósitos. Se bem que a conversa democrática potencia sempre a democracia onde esta mais ou menos existe. No entanto devemos ter em linha de contaque a democracia deliberativa convida à estabilidade e a mobilização democrática promove a ruptura das elites estabelecidas, sendo assim provável que ambas choquem em certos aspectos.
- Segundo, a Internet irá sem dúvida alguma ampliar a extensão da democracia deliberativa bem como das mobilizações democráticas. Sejam eles um tipo de conversa democrática ou mesmo acção, é expectável que venhamos a encontrar formas híbridas de participação online e offline no futuro.
No passado assitimos a tentativas menos conseguidas de participação devido ao facto de: (1) as reuniões terem uma longa duração, e (2) o activismo requer um empenho a tempo inteiro. No entanto a grande vantagem da Internet é a de que esta abre possibilidade a formas de activismo e deliberação a tempo parcial.
“Internet Conviviality does not have much new to offer in the way of deliberation. Offline and online, the rules of rational discourse are pretty much the same. However, the first rumblings of an online participatory culture that invites amateur participation, promotes a sense of cultural agency, and fosters peer-to-peer networks – facilitated by affordable digital technology, networked tools, and social software – indicates that the Internet may become a more powerful gateway for people on the sidelines to become local, even global activists.”
Merlyma Lim e Mark Kann
Interessou-me mais a primeira parte do texto em que os autores abordam o tema da Deliberação como base de legitimação da decisão política, e por conseguinte, da própria Democracia. Uma boa deliberação é a pedra de toque de uma democracia legítima. Um cidadão ao ter a noção que uma decisão política foi tomada em consciência, (mesmo que contra a sua opinião) confiará mais nos seus líderes políticos.
Os autores exploram a ideia da Internet como um meio Convivial de convergência, de baixo custo, de vasta disponibilidade e resistente ao controlo e à censura. Sendo ainda outra da suas vantagens o facto de facilitar a comunicação e partilha um-para-um (como já faziam o telefone e o telégrafo), de um-para-muitos (como a televisão e os jornais) e por fim de muitos-para-muitos.
O termo Convivial refere-se, segundo os autores, a um meio onde são possíveis interacções autónomas, criativas e interacções entre os indivíduos e os seus ambientes; em contraste com as respostas condicionadas desses indivíduos às exigências feitas por outros.
Deliberação Online
Sobre este tema os autores afirmam que este processo se iniciou em finais dos anos 90, quando alguns investigadores começaram a adaptar a democracia deliberativa à Internet.
A deliberação é um processo lento na Internet porque requer tempo para reflexão, análise de documentos, etc. Mas por outro lado a mesma Internet veio permitir que um indivíduo possa estar "presente" em várias deliberações que ocorrem simultaneamente. E a Internet resolve esse problema de 2 formas:
1ª - A natureza assíncrona da Internet torna possível uma discussão de muitos-para-muitos.
2ª - A Internet pode conter um número variado de fóruns a decorrer. Ninguém tem tempo para deliberar sobre assuntos variados ao mesmo tempo, mas outras pessoas podem fazê-lo por ele.
O objectivo da deliberação online é informar representantes eleitos, e aumentar a sua legitimidade como mediadores políticos. (Repare-se na enorme diferença no papel dos políticos que é aqui proposta, em que o conceito de REPRESENTANTE do povo é levada mais além, passando estes a ser meros mediadores da vontade dos eleitores que os elegeram.)
Por outro lado a democracia deliberativa inibe a própria Democracia. Os autores apontam Harry Cleaver como defensor desta ideia porque o tempo e energia que as pessoas colocam na deliberação poderia ser aplicado noutras tarefas mais produtivas de participação cívica. Por um lado a conversa deliberativa atinge poucos objectivos quando as elites políticas e económicas não dão atenção às necessidades dos cidadãos, por outro lado a história diz-nos que o activismo social e político tem mais probabilidade de sucesso na mudança das democracias.
Mobilização democrática
Cientistas sociais consideram a mobilização democrática de indivíduos como pertencendo à categoria dos movimentos sociais, definidos como uma aliança abrangente de pessoas ligadas entre si por um interesse comum em promover ou combater mudanças sociais.
Alguns académicos e activistas acreditam que as democracias estão a degenerar em estados tecnocráticos autoritários, à medida que se vão subjugando ao poder e interesses de mercados. Em suma as pessoas ficaram dominadas por estados tecnocratas e forças de mercado, e o seu papel principal resume-se ao de consumidores manipulados.
Os autores citam Alan Touraine, afirmando que o estado, o mercado e o domínio das comunicações e media estão gradualmente a diminuir a liberdade dos indivíduos. Enquanto o activismo se esforça pela inclusão, autonomia, e por fim a democracia, a mobilização por vezes foca-se em princípios menos democráticos uma vez que a sociedade civil não pode livrar-se de elementos menos civilizados.
Historicamente os activistas incorporaram muitas tecnologias nas suas mobilizações, incluindo jornais, radio, televisão, cinema, e outras tecnologias de comunicação. No início dos anos 90, estava na altura de abraçar a Internet. A última década testemunhou o crescimento de mobilizações democráticas online confrontando estados-nação e centros de poder globais através de novas formas de comunicação, criação de comunidades sociais e resistência.
As ferramentas de colaboração online possuem o potencial de aumentar a escala de esforços organizativos ao mesmo tempo mantendo os custos baixos. Com o e-mail é possível enviar milhões de anúncios, solicitações de doações, e pedidos de acção pelo preço de um selo de correios. Com e-mails ou sítios web é possível alcançar uma audiência de milhões quase de borla, comparando com anúncios de TV.
O sucesso de eventos de massas, como os protestos de Seattle, requerem o uso de vários media bem como o uso de tacticas de organização. A Intermodalidade entre a Internet e outras redes de media, como os telemóveis, bem como entre o ciberespaço e o espaço geográfico é necessária para suportar a disseminação de informação, bem como mobilizar e organizar acção.
Estruturas descentralizadas e distribuídas:
A Internet desafia as estruturas convencionais de organização de movimentos sociais. Ao invés de se apoiar em estruturas hierarquicas e centralizadas. A Internet pode ser utilizada para implementar estruturas descentralizadas e distribuídas. Mesmo as técnicas de disseminação d einformação baseadas em telefone e fax, requeriam estruturas hierarquicas ao contrário das mialing lists e aplicações P2P (peer-to-peer) que possibilitam aos activistas organizar muito rapidamente a coordenação logística e supervisão da organização.
O e-mail como ferramenta de disseminação de informação:
O uso do e-mail para a mobilização online motivando as pessoas tem sido muito utilizado construíndo relações de confiança e comunidades democráticas, mais do que apenas a disseminação de informação. Neste contexto o e-mail oferece uma forma simples e familiar de comunicação personalizada e directa com os potenciais activistas. Mas não só, também algumas ferramentas de angariação de fundos evoluiram do e-mail incluindo o Convio, eBase, GetActive, TheDataBank, NonProfit Matrix e Kintera.
A Cultura da remistura:
A emergência das redes digitais bem como ferramentas de authoring digital disseminaram o surgimento da cultura da remistura. A crescente facilidade na aquisição destas ferramentas e a facilidade em distribuir ficheiros online, aumentaram a produção da cultura da remistura e mash-up focada na política. No original, remix, começou por ser um termo utilizado na indústria musical para peças musicais reeditadas por outros autores adicionando-lhes novos elementos à música.
Críticos vêm estas produções como manifestações de uma cultura de jovens sem filiação política ou até da pós-modernidade. Mesmo quando a sua produção é explicitamente política pode não ser democrática ao mesmo tempo. No entanto estas produções amadoras demonstram que os indivíduos podem interessar-se activamente na esfera pública, eles não apenas consomem a informação política mas também expressam as suas ideias através da distribuição das suas peças. Estas peças podem não conter per si valores democráticos, mas tal como a Internet a cultura da remistura é convivial.
Conclusão:
Os autores começam por afirmar que devido ao facto de os fenómenos da Deliberação Democrática e Mobilização Democrática online serem recentes, ainda não é possível prever o grau de impacto real na democratização das sociedades tirando partindo da característica convivial da Internet:
- Primeiro porque a deliberação e a mobilização online são formas de participação democrática que possuem diferentes, e até mesmo conflituosos, propósitos. Se bem que a conversa democrática potencia sempre a democracia onde esta mais ou menos existe. No entanto devemos ter em linha de contaque a democracia deliberativa convida à estabilidade e a mobilização democrática promove a ruptura das elites estabelecidas, sendo assim provável que ambas choquem em certos aspectos.
- Segundo, a Internet irá sem dúvida alguma ampliar a extensão da democracia deliberativa bem como das mobilizações democráticas. Sejam eles um tipo de conversa democrática ou mesmo acção, é expectável que venhamos a encontrar formas híbridas de participação online e offline no futuro.
No passado assitimos a tentativas menos conseguidas de participação devido ao facto de: (1) as reuniões terem uma longa duração, e (2) o activismo requer um empenho a tempo inteiro. No entanto a grande vantagem da Internet é a de que esta abre possibilidade a formas de activismo e deliberação a tempo parcial.
“Internet Conviviality does not have much new to offer in the way of deliberation. Offline and online, the rules of rational discourse are pretty much the same. However, the first rumblings of an online participatory culture that invites amateur participation, promotes a sense of cultural agency, and fosters peer-to-peer networks – facilitated by affordable digital technology, networked tools, and social software – indicates that the Internet may become a more powerful gateway for people on the sidelines to become local, even global activists.”
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